Mostrando postagens com marcador Dança de salão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dança de salão. Mostrar todas as postagens

04 Julho, 2008

Convite para um swing

_____Cada vez que eu venho aqui falar de swing (minha dança preferida), um monte dos leitores pervertidos bem-humorados aparece para tirar sarro. Pois bem, para resolver essa questão, hoje eu venho aqui para convidá-los para um baile de swing: neste sábado, dia 5/VII, às 22h. Na primeira meia-hora, será dada uma aula gratuita para quem quer aprender a fazer dançar swing. Não é necessário trazer parceiros. ;-)

Flyer: Festa de Swing

_____Para tirar qualquer dúvida sobre o que irá acontecer no baile, deixo aqui um videozinho para ilustrar a brincadeira.

P.S.: Eu vou adorar se alguns swingueiros desavisados aparecerem.

07 Junho, 2008

Motivo indefinido

_____Uns dias atrás, eu e uma das minhas parceiras de dança iríamos treinar. Porém, no meio da tarde do dia combinado, o namorado dela me ligou desmarcando:

_____– Ulisses, hoje a Fê não vai poder ir ao treino. Tudo bem?

_____– Sem problemas – respondi. – O que aconteceu?

_____– Ela não vai poder ir.

_____– OK... Por quê?

_____– Nada não.

_____– Aconteceu algo?

_____– Aconteceu um imprevisto.

_____– Ah... tá bom. Nada grave, né?

_____– Depois ela te explica.

_____No fim das contas, nada de errado havia acontecido, minha parceira só tinha outro compromisso. Agora, sinceramente, não sei se o problema é a falta de definição nas justificativas das pessoas ou a minha falta de noção por não parar de perguntar quando as pessoas não querem informar algo.

24 Maio, 2008

Muito cedo

Dia: Sábado.

Horário: Mais cedo do que deveria.

_____Eu tenho apenas uma pequena coisa para dizer para vocês sobre a minha vida de dançarino que tem de levantar cedo em pleno sábado:

Fernanda Abreu, “Samba e amor” (Chico Buarque)

_____Dá para reclamar de alguma coisa?

09 Maio, 2008

Um sábado de swing

_____Tenho uma pequena indicação a fazer para aquelas pessoas que sentem vontade de aprender a dançar algum ritmo, mas não conseguem tempo. Amanhã, sábado (10/V), acontecerá um pequeno workshop de lindy hop (meu estilo preferido de swing), aqui em Sampa.

_____Os professores do curso são um casal de americanos chamados Tan Huynh e Adrianne Croff. O workshop vai acontecer apenas nesse sábado, pois a Adrianne, a professora, vai ficar no Brasil apenas até o início da semana que vem (talvez ela tenha de voltar para os Estados Unidos para fazer coisas de americano: alistar-se no exército para atacar o Iraque, ver a bandeira hasteada, presenciar uns tiroteios em colégios...). O Tan é um professor bastante atento e paciente; a Adrianne eu nunca vi ensinando, mas ela é uma graça dançando.

_____As aulas vão começar às 11h da manha e vão até as 16h. A primeira parte do workshop vai trabalhar movimentos básicos (para quem não entende nada de swing ou quer revisar o que sabe) e a segunda parte, após o almoço, vai trabalhar conceitos mais avançados, inclusive musicalidade (o que mais me deu vontade de assistir).

_____Estou fazendo essa indicação, entre outros motivos, porque eu adoraria participar do curso, mas eu estarei trabalhando na minha academia de dança e não é lá que o curso vai acontecer. O endereço é Cia Duda Lima, rua Vieira de Moraes, 785-A, Campo Belo. Para maiores informações, acessem o site ou telefonem: 5049-0858.

_____De qualquer modo, ainda bem que o swing que não vou poder participar é de dança. Mesmo ficando chateado, seria bem pior perder a chance de participar do outro tipo...

P.S.: Para quem não sabe o que é lindy hop, é só dar uma olhada na categoria “Dança de salão” aqui do blog que eu tenho mais de uma postagem falando sobre o assunto e mostrando exemplos.

30 Abril, 2008

Ilustrando a postagem alheia

_____A Carol Costa contou em seu blog a sua versão divertida sobre nossa ida a uma gafieira. Para nos reconhecermos, ao invés de indicar para ela meu cabelo mal cortado, eu disse que iria com um livro de bolso do Conan Doyle na mão. Ela disse que iria “bem bailarina” e reclamou que não servia nada eu dizer que seguraria um livro em uma livraria (nosso ponto de encontro). Falei para ela não se preocupar, pois somos blogueiros e o Google iria nos ajudar. Falei isso para ela, pois eu havia amarrado uma fitinha amarela de São Google, brinde da Loja do Bispo, em meu tênis de dançarino.

Fitinhas de São Google

_____Tudo isso está descrito no blog dela, quem clicou no link já sabe essa história toda. O texto da Carol, como de costume, está bem divertido. Entretanto, fui eu que levei uma máquina e só aqui que os leitores de ambos podem dar uma olhada no meu pé com a fitinha, junto ao pezinho dela, com a sapatilha de bailarina.

Pés de dançarinos


P.S.: A Carol é o máximo, tão divertida pessoalmente quanto nos seus textos. Só que ela não é muito normal. Sinceramente, não aconselho que ninguém a deixe tomando conta de alguma criança.

27 Abril, 2008

Estátua mais do que viva

_____Estou um tanto cansado, pois acabei de participar, quase que direto, de vários eventos da Virada Cultural. Foi uma delícia, acabei me divertindo até não poder mais.

_____Quando cheguei em casa, porém, ao conversar com a minha família sobre o que eu havia visto e gostado, fiquei intrigado com o resultado. Mesmo tendo visto parte de um workshop de culinária judaica, apreciado a feitura de um HQ ao vivo, escutado alguns shows de rock e de blues (além do show folk da Mallu Magalhães), visto algumas apresentações teatrais, participado de uma roda de samba, assistido uma apresentação de piano, ido para algumas exposições e um monte de outras atividades, o que mais gostei neste ano foi de uma estátua viva.

_____Sempre vejo pela Paulista artistas de rua tentando ganhar uns trocados como estátuas vivas e raramente gosto. Entretanto, dessa vez, eu fiquei um tempão olhando o artista, o cara era absurdamente bom. A movimentação dele na hora de agradecer as moedas era hipnotizante de tão bem feita. Sem contar a maquiagem. Fiquei tão atônito com o cara que até me esqueci de tirar uma foto para mostrar para vocês.

_____O mais interessante, é que essa estátua viva foi o único trabalho artístico que não estava ligado à Virada que eu presenciei neste final de semana e, no fim das contas, foi o que eu mais gostei. Deveria ter anotado o contato do cara.

21 Abril, 2008

Nova cabeleireira (parte II)

_____Lembram do pequeno texto que eu escrevi contando que a minha namorada resolveu ser minha cabeleireira? Pois bem, como tenho sorte e meu cabelo ainda cresce, ontem (cerca de um mês depois da tosa anterior), ela se ofereceu, novamente, para cortar.

_____Vocês sabem qual é a sensação de ouvir a pessoa que está cortando o seu cabelo falar “Ops...”? Sabem? Vocês acham que é ruim? Que nada, tem coisa bem pior...

_____O pior é quando a próxima frase da sua cabeleireira é “Tudo bem, eu faço igual do outro lado. Nem vai dar para perceber.”.


P.S.: Será que minha namorada fez isso com o meu cabelo porque eu aceitei sair para dançar com uma certa blogueira?

P.P.S.: Nunca vi ao vivo essa blogueira e, portanto, conversamos um pouquinho por e-mail para saber como iríamos nos reconhecer. Mocinha animada e de muita imaginação, ela disse: “[Vamos combinar] um jeito divertido de nos encontrarmos (não vale usar celular!!!). No mínimo, rende post.”. Acho que já sei o que vou falar para ela: “Vai ser fácil me encontrar, é só procurar um cara com o cabelo engraçado.”.

P.P.P.S.: Quem quiser dar uma mãozinha para a minha namorada, tenho uma boa sugestão aqui.

13 Abril, 2008

Escritor de sucesso

_____Existem um monte de blogs por aí que ensinam o que os aspirantes a “blogueiros bem sucedidos” devem fazer. Não sei o que as pessoas consideram sucesso, só sei que, apenas com o meu último texto, eu recebi (até agora) três convites femininos para sair para dançar (dois nos comentários e um por e-mail). Acho que já é o bastante para eu me sentir bastante bem.

_____Caso o Gustavo Gitti, o Dr. Love, o Gustavo Straits ou outro conselheiro amoroso precise de alguma ajuda, é só escrever. ;-)

11 Abril, 2008

Chega...

_____Às vezes quem gosta de dançar precisa de um incentivo para ir a um salão. Provavelmente o Chega de Saudade, de Laís Bodanzky (novo filme nacional em cartaz nos cinemas), que fala sobre uma noite em uma casa de bailes, é uma ótima opção para animar um dançarino, certo? Errado!

_____Um dos motivos para que esse filme sobre “dança” não ser, de maneira alguma, uma boa opção para quem quer se animar para ir para um salão de baile é que o filme é absurdamente ruim. No máximo vai animar alguém a cortar os pulsos (se for a diretora do filme, ela conta com todo o meu apoio – pode até usar o dinheiro que gastei com o meu ingresso para comprar gilete). As imagens são pobres e muitas vezes caóticas, as personagens, bastante estereotipadas e as falas não têm nada de originais.

_____Só que não vou apenas criticar a baixa qualidade do filme. A qualidade da dança apresentada também é bastante baixa. As inúmeras danças que apareceram são tão parecidas com danças quanto o tango do Al Pacino, em Perfume de mulher, parece com um tango. Já sei, todos os seres humanos do mundo que não entendem patavina sobre tango acham aquela dança um ideal a ser atingido. Acreditem, aquele tango não é um ideal a ser atingido nem se você for cego.

_____Convenhamos, em Perfume de mulher, tudo bem. Entretanto, não dá para fazer o mesmo com Chega de saudade. É pedir muito que um filme que trata de um salão de baile e seus freqüentadores tivesse arrumado, no mínimo, alguns figurantes que soubessem dar uns passos? Quase todas as danças que são vistas no filme são variações bem pobres do “dois para lá, dois para cá”.

_____A diretora, para falar a verdade, até chegou a contratar alguém para coreografar as “danças” do filme. Um infeliz (que, pelo visto, entende de dança tanto quanto eu entendo de física quântica) chamado J.C. Violla. Diga-se de passagem, (não) dêem uma olhada no site do filme. Existe até uma categoria no site chamada “Aprenda a dançar com J.C. Violla” (sic), que vale mencioná-la pelo seu caráter humorístico. Eu gostaria inclusive de deixar registrada uma menção honrosa para as bobagens “ensinadas” na “aula” de samba de gafieira, com os dançarinos “dançando” fora do ritmo ditado pelo “professor” Violla.

_____Porém, algo há de ser dito: salões de bailes como o do filme existem. São tão deprimentes e preconceituosos quanto o do Chega de saudade e aconselho, sinceramente, que ninguém os freqüente. Quem vai paga caro, não tem a oportunidade de ver quase nenhuma dança de qualidade, tem uma enorme chance de ser barrado por causa dos trajes, vai conviver com diversas faltas de respeito e assim por diante.

_____O salão em que o Chega de saudade foi filmado é o do União Fraterna, na Lapa. Mas, existem muitos outros como ele aqui em São Paulo: o do Clube Homs, do Piratininga, o Cartola Club, etc.. Não vou linkar nenhum, porque gosto dos meus leitores e não quero que vocês sofram. Quem quiser sair para dançar ou para assistir boas danças, aconselho que freqüente bailes de academias de dança de salão ou locais em que as pessoas realmente são educadas e sabem como dançar. São boas opções paulistanas a Dançata, o Buena Vista, o The Clock, o Canto da Ema e um monte de outras casas especializadas ou não em algum ritmo.

_____Quem já viu o filme e acha que o dinheiro público destinado a ele foi bem gasto, obviamente tem todo o direito de discordar dos meus pesados comentários. Só não estranhe se alguém perguntar se você é ruim da cabeça ou doente do pé.



P.S.: Querem ver um relato de um baile como o do filme? Dêem uma passada no blog da Carol Costa. Adoro quando ela está a fim de fazer comentários ácidos (ainda mais comentários tão parecidos com os meus). Ainda saio com ela para dançar.


28 Março, 2008

Algo planejado para a noite de hoje?

_____Nesta sexta-feira um evento um tanto inusitado vai acontecer. Uma sessão de cinema a céu aberto, às 21 horas, no topo do Edifício New England (Avenida Angélica, 2346), em Higienópolis.*

_____O “Cinema nas alturas” (Black Label Unseen) vai passar o inédito Encurralados, de Pierce Barker. Os mais engraçadinhos já disseram que o título Encurralados é perfeito para uma sala de cinema sem paredes. Eu, pessoalmente, creio que o filme que deveria ser transmitido no topo do edifício é a estréia Jumper, de Doug Liman.

_____Piadas à parte, mesmo anunciando o evento aqui, não vou participar. Primeiro porque estarei trabalhando. Segundo, por achar o preço de 35 reais para uma sessão de cinema absurdamente salgado. Se eu quiser ver um filme sem paredes em volta, é só esperar a próxima Mostra de Cinema de São Paulo, que sempre organiza sessões gratuitas no vão do Masp.

*****

_____Aproveitando, quem estiver a fim de um programa divertido para hoje à noite sem gastar nada, saiba que é dia da tradicional e divertida bicicletada paulistana.

Bicicletada

_____Eu, como já disse, estarei trabalhando. Quem quiser aproveitar um baile de salsa, sinta-se convidado.

__________

* Uma nova sessão do “Cinema nas alturas” (Roof Top Cinema) vai acontecer amanhã, sábado (29/III/08), também às 21h.

17 Março, 2008

Dê férias para os seus pés sem precisar de chinelo

Tênis Split Sole DK 70 - Só dança

_____No final do ano passado eu ganhei de presente da academia de dança em que trabalho, um par de tênis próprio para dançarinos. Vocês não imaginam como é maravilhoso usá-los nos pés, até agora eles só perderam para mãos femininas fazendo massagem.

_____Desde que me conheço por gente, assim que eu entrava na minha casa, invariavelmente, eu jogava longe os meus tênis. Deixar os pés livres sempre foi algo que muito me agradou, os calçados faziam com que eu me sentisse tolhido. Hoje, quando estou com meu tênis de dançarino, não tenho essa ânsia louca por jogar meus calçados na foto da minha chefe atrás da porta assim que eu entro em casa (até arrumei uma utilidade para os meus dardos).

_____Os tênis de dança são confortáveis, macios e permitem uma mobilidade impressionante para os pés. Quem olhar com atenção as ilustrações que eu coloquei, vai perceber que a sola é dividida em duas, o que permite que você mexa os seus pés quase com tanta liberdade quanto você teria descalço (só não dá para chacoalhar os dedinhos). Para um dançarino, o tênis é ótimo porque a sola da frente é mais lisa, facilitando os giros; a sola do calcanhar, por outro lado, ajuda a estancar os movimentos (além de conter o clássico amortecedor).

Tênis - Capezio

_____Para quem não é dançarino o calçado também serve muito bem. Além de absurdamente confortáveis – com uma flexibilidade que não costuma ser comum nos tênis normais –, eles podem ser usados como qualquer outro tênis (atualmente só uso eles no meu dia-a-dia). Os meus são pretos, mas vocês encontram nas cores branco, azul royal, vermelho, pink e “hot pink” (para quem quer que todo mundo perceba o seu tênis novo).

_____Para quem gostou da dica, tenho um aviso: ao comprar o tênis, não saia todo pimpão andando por aí sem um pequeno test drive. As solas separadas que dão tanto conforto pegam os menos cautelosos de surpresa nas escadas. Eu me estatelei de bunda no chão no primeiro dia, mas foi só subir a escada com calma duas vezes que eu logo fiquei craque e nunca mais caí (tá bom que já vi umas três vezes algumas pessoas que estavam na minha frente caírem quando eu me desequilibrei, mas deve ser coincidência).

P.S.: Este artigo não é patrocinado (tanto que coloquei duas marcas diferentes nas imagens), só o escrevi porque eu acredito que meus leitores vão gostar muito de usar um calçado como esse (dançarinos ou não). É realmente uma delícia, experimentem.

P.P.S.: Esta postagem com esse tema atípico faz parte da “Blogagem inédita” organizada pelo Edney Souza.

23 Fevereiro, 2008

Meu próximo swing*

_____Assistam o vídeo abaixo e me digam se vocês gostaram.


_____Por mais divertida que seja essa animação da Disney (parte do longa Make Mine Music), não estou a perguntar sobre o desenho. Quero saber se vocês gostaram da música.

_____Por quê? Pois, “All the Cats Join In”, de Benny Goodman, será a música utilizada na próxima coreografia de swing que, provavelmente, participarei. Quem sabe não será o próximo vídeo de dança, com a minha participação, que eu mostro para vocês aqui? Está ficando bem legal até agora.


P.S.: Hum... Para falar a verdade, já mostrei aqui outro “vídeo de dança” em que eu participo. Só que nesse, fui apenas figurante.


__________

* Título escolhido especialmente para homenagear todos os meus leitores pervertidos que ficaram deixando comentários sobre outro tipo de swing na última vez que falei sobre dança. ;-)

14 Fevereiro, 2008

Aproveitando as rebarbas

_____Neste mês de fevereiro, vou apenas ficar morrendo de vontade de participar de dois eventos. Mas, pelo menos vou poder aproveitar algumas rebarbas desses eventos.

_____Um deles é o Campus Party. Mesmo não ficando longe da minha casa, não pude me inscrever no evento. No fim das contas consegui aparecer lá no prédio da Bienal, no Ibirapuera, mas só pude transitar na parte aberta ao público não inscrito. Claro que tiveram coisas interessantes. Foi gostoso entrar no planetário itinerante, jogar xadrez no “boteco” local, conversar com outros blogueiros, fingir que pedia informações para as lindas modelos e dar risada das piadinhas do stand do Linux. Porém, não vou poder ver as muitas palestras e eventos interessantes destinadas apenas aos inscritos. O jeito vai ser acompanhar o que alguns blogueiros bacanas estão a contar.

_____O outro evento que não poderei participar é o I Rio Swing Fest. Para quem já lê o blog algum tempo, sabe que swing é o estilo de dança que mais gosto de dançar. Porém, os deu$e$ e a distância entre a minha casa e o Rio de Janeiro não permitiram que eu fosse. Vou ter que aproveitar os vídeos sobre o congresso que vão disponibilizar na internet e importunar os meus amigos que forem para o Rio.

_____Ainda bem que é bem fácil aproveitar as sobras desses tipos de eventos.


22 Janeiro, 2008

Evitando a humilhação alheia

Bobby Fischer

_____Há alguns anos, fui todo contente para a faculdade para assistir uma palestra de uma pesquisadora renomada, que estava aposentada fazia muito tempo. Eu já havia lido livros dela e sabia o quanto ela era talentosa. Fui empolgadíssimo para o evento. A palestra, entretanto, foi um fiasco. Para falar a verdade, foi uma humilhação pública. A palestrante até que começou bem, mas, pouco depois do início da sua fala, ela entrou em um devaneio louco e não parou mais. Perto do fim, depois que um monte de gente já havia se retirado da sala, ela começou a perguntar pelo seu gato com voz de choro. Fiquei até o fim e foi horrível. Morri de dó dela (por isso mesmo, prefiro, respeitosamente, ocultar seu nome).

_____Até hoje, não sei se os professores que convidaram a senhora para dar palestra estavam cientes, mas ela sofria de Alzheimer. Se os organizadores não estavam cientes, os responsáveis pela senhora é que deveriam ter impedido que ela aceitasse o convite. Prefiro guardar as lembranças que tenho dos ótimos momentos que tive ao ler os livros dela do que daquela palestra.

_____Semana passada, Bobby Fischer, um dos mais exemplares enxadristas do mundo, morreu.

_____Sinceramente, se eu acreditasse em inferno, torceria para que ele fosse para lá e tivesse de passar o resto da eternidade jogando damas. Ele não foi um ser humano admirável, foi escroto. Fischer tinha as mais tresloucadas opiniões, muitas vezes ambíguas e sempre mal argumentadas. Era mal-educado, preconceituoso, machista, anti-semita e um monte de outras coisas que nem vale à pena citar.

_____Já conversei com o Edney Souza, do InterNey.net, algumas vezes e, apesar da minha timidez na frente de pessoas que pouco conheço, foi bem legal. É um cara inteligente, simpático, que fala coisas interessantes. É alguém que, sem problema nenhum, eu convidaria para tomar algo e conversar; alguém que eu indicaria, caso pedissem ajuda com informática. Porém, obviamente, eu não o chamaria para dançar na academia de dança em que trabalho. Não quero que riam dele, prefiro não convidá-lo. Creio, também, que ele tem noção o bastante para evitar um programa desse tipo.


_____Deixar o Bobby Fischer falar em público era quase tão horrível quanto deixar o Edney dançar. Fischer era um boçal. Tirando suas partidas de xadrez, existe pouca coisa na vida dele digna de um mínimo de admiração. Tal qual a palestrante do início deste texto, não deveriam ter deixado ele se humilhar como ele freqüentemente fazia quando falava em público.

_____Sinceramente, acho que o ser humano nada admirável que Fischer era não deve ser esquecido. Entretanto, prefiro me lembrar dele pelas suas partidas, que muito estudei e admirei quando treinava xadrez.

P.S.: Muitos dos jogos do Bobby Fischer podem ser admirados no ótimo site ChessGames.com. Aconselho, principalmente, as partidas contra Boris Spassky no campeonato mundial de 1972.


10 Dezembro, 2007

Dançando e ajudando

_____Li outro dia uma postagem do Inagaki sobre uma campanha dos correios para presentear algumas crianças que mandam cartinhas para o Papai Noel. O objetivo da campanha é bem interessante (o texto do Ina, como sempre, também) e o resultado é que resolvi ser mais um a participar. Entretanto, esse não vai ser o meu único ato de caridade no fim deste ano.

_____As academias de dança de salão de São Paulo se reúnem todo ano em um evento chamado “Quem dança alimenta criança” e eu estarei trabalhando (leia: dançando) neste evento. A entrada para o baile (que se realizará na noite de hoje, a partir das 20h, no Salão Social do Clube Círculo Militar de São Paulo*) é de três quilos de alimentos não perecíveis que serão utilizados na montagem de cestas básicas e doadas a entidades filantrópicas.

_____Quem quiser participar não deve perder a chance. O primeiro motivo é mais do que óbvio: ajudar a evitar que algumas crianças passem fome. O segundo é porque o baile costuma ser divertido e o salão do Círculo Militar é ótimo para se dançar. O terceiro é assistir a ótimas apresentações de dança no meio do evento. Por último, se você é mulher, você deve aparecer para dançar, coisa que as mulheres normalmente adoram fazer. Se você é homem, outro bom motivo para aparecer é aproveitar para conhecer mulheres, pois, caso algum homem não saiba, eventos de dança de salão costumam ter mais mulheres por metro quadrado do que bar de lésbicas.


__________

* Rua Abílio Soares, 1.589, perto do Parque do Ibirapuera.

04 Dezembro, 2007

Resultado

_____Anunciei que eu iria dançar no dia 1º de dezembro, mostrei parte do figurino de uma das coreografias, mas faltou mostrar uma dança de verdade... comigo. Alguém gravou uma das coreografias que dancei e achei que valia a pena mostrar. Aproveitem.

_____Para quem se interessou, o estilo de dança da coreografia é o lindy hop, uma das vertentes do swing, e a música é da banda Big Bad Voodoo Daddy.

P.S.: Obviamente, eu não vou contar quem sou no vídeo (tiro proveito da imagem pequena).

01 Dezembro, 2007

Na moda

_____Como eu anunciei em outra postagem, hoje irei me apresentar na festa de final de ano da academia da dança em que trabalho. Para falar a verdade, vou me apresentar daqui a pouco. Dêem só uma olhada na calça que irei usar na coreografia de forró.

Calça

25 Novembro, 2007

Swing

_____Voltei faz pouco de uma casa de swing com uns amigos meus (para quem não me conhece, estou falando de swing estilo de dança; o swing é utilizado para dançar rock antigo, jazz, algumas músicas pops e afins). Vale dizer, o lugar de que acabei de voltar é uma casa maravilhosa (e hiper-temática) para quem gosta de rock dos anos 50 e 60; chama-se The Clock Rock Bar e eu recomendo fortemente.

_____Como estou muito cansado, mas contente pela noite divertida, deixo um vídeo do meu amigo Kiko (que estava no passeio) dançando lindy hop (um estilo de swing). Também deixo indicado um vídeo do Alex Tan, professor de lindy hop lá nos Estados Unidos e que veio aqui pesquisar ritmos latinos para adaptá-lo à sua dança (ele também estava na casa conosco). Espero que vocês aproveitem.


P.S.: Quem quiser me ver dançar, dia 1º de dezembro eu irei me apresentar aqui em Sampa. É só escrever que eu dou mais detalhes. Mas, já aviso, eu odeio palco.

19 Novembro, 2007

O sambista feio

_____Depois de uns dias quentes, saio de casa de bermuda e camiseta verde-limão achando que, assim, não passarei tanto calor. Como saí em cima da hora para um compromisso, não pude voltar para o meu apartamento (no nono andar) assim que percebi o meu erro e, mesmo passando frio, fui para o ponto de ônibus.

_____Fiz o que tinha de fazer e, então, aproveitando que eu estava perto da casa da minha avó, fui choramingar dizendo que eu estava com frio. Ela me emprestou um terno do meu avô. Fiquei ridículo, mas quentinho. Podem conferir pela foto abaixo.

Terno

_____Aquecido e, portanto, feliz (sabe, quem nem a paródia do passarinho na merda?), ao invés de voltar para casa, liguei para minha namorada e fomos para o cinema assistir Noel – Poeta da Vila, de Ricardo Van Steen. O filme não é perfeito e, mesmo tendo interpretações e montagem um pouco mais toscas, segue aquele mesmo caminho básico que as últimas biografias de astros da música têm seguido (se você não sabe do que estou falando, assista Ray e Johnny & June). Porém, gostando de samba como gosto, acabei me divertindo.

_____Quando a sessão terminou, enquanto os letreiros subiam, um samba gostoso de autoria de Noel Rosa tocava e a sala esvaziava, peguei minha namorada e fui dançar uma gafieira* no canto da sala, perto da tela. Dançamos nos divertindo até o letreiro terminar. Assim que acabou um velhinho desceu as escadas e foi nos cumprimentar, aproveitando para perguntar se nós éramos contratados para fazer aquela performance. Dissemos que não, sorrindo, e fomos embora.

_____Após sair da sala uma dúvida me acometeu. O velhinho pensou que nossa dança era uma performance porque um dos primeiros sambas do Noel foi o “Com que roupa?” e eu estava com um terno horrível, parecendo um malandro da década de trinta, ou porque eu sou tão feio quanto o compositor?

Noel Rosa

P.S.: Quem quiser conhecer o site oficial do filme, existem algumas músicas em mp3 bem interessantes para download.

___________

* Samba de gafieira: estilo de dança utilizado para se interpretar estilos musicais ligados ao samba.

22 Outubro, 2007

Como tratar o genro

_____Sábado eu trabalhei na academia de dança até umas 19h e pouquinho. São comuns as apresentações de fim de ano e eu estava a treinar as coreografias que irei participar. Assim que saí do trabalho, liguei o celular e vi que eu havia recebido várias ligações. Mal pude olhar quem tinha me ligado, o telefone toca e minha namorada, do outro lado da linha, pergunta se quero ver a peça Tristão e Isolda com ela e minha sogra. Minha namorada diz que a mãe dela faz questão que o "genro historiador" (eu) assista para depois conversar sobre o espetáculo. Prontamente aceitei para, então, descobrir que eu teria de atravessar a Avenida Paulista em menos de 30 minutos.

_____Como eu estava de bicicleta, não foi difícil chegar ao teatro no horário combinado, apesar de ter de entrar todo suado (algo que odeio). Entramos. Eu, com a pressa, nem havia tirado, ainda, o capacete de ciclista; não toquei nos ingressos (minha namorada mesmo entregou ao segurança/bilheteiro o meu, que minha sogra havia comprado, na entrada).

_____Assim que sentamos, minha sogra entrega o programa do espetáculo. Eu olho assustado para o programa que tenho em mãos e peço para ver os canhotos dos ingressos. Qual não foi minha surpresa ao descobrir que minha sogra havia comprado os ingressos para o espetáculo errado... exatamente uma peça que eu já havia visto com ela e minha namorada.

_____Saímos apressados antes da peça começar. Estou até agora achando que foi de propósito. Coisas de sogra.

P.S.: Para quem não entendeu a graça da história, clique neste link e leia a resenha que fiz da peça que minha sogra quase me fez rever.